No Caderno "Mais!", Seção
"Ciência" (p. 24-26) da Folha de São Paulo de 22 de julho de 2001 foi publicada uma entrevista do professor de Bioética da Universidade de Princeton (EUA), em que o polêmico professor expõe suas idéias acerca de "vidas humanas" que considera descartáveis (texto abaixo)
O tema é instigante e, no Brasil - assim como nos países ibéricos - já é passada a hora de se discutir temas de bioética a partir de perspectivas independentes da doutrina moral da Igreja Católica, que infelizmente monopoliza as discussões sobre o assunto nesses países, na maior parte das vezes a partir de ótica obscurantista que é incompatível com os avanços que podem ser trazidos com pesquisas na área biológica, sobretudo com as informações advindas do projeto Genoma Humano.
Certamente no futuro algum papa pedirá perdão à humanidade pelas posições tomadas pela Igreja na atualidade, desde as restrições a programas governamentais de planejamento familiar que envolvem métodos contraceptivos eficazes porém não naturais, até a odiosa posição de se opor a campanhas de encorajamento de utilização de camisinhas em relacionamentos sexuais. É difícil compreender que uma instituição que se propõe a defender a vida tenha adotado essas posições em sua doutrina moral. Desde o Concílio Vaticano II - quando o Papa Paulo VI contrariou a aprovação dos médicos leigos quanto à utilização da pílula anticoncepcional - a vida de milhões de católicos do mundo todo que efetivamente procuram seguir os preceitos da religião se tornou um inferno, sobretudo a das mulheres, que ou deixam voluntariamente de ter acesso aos avanços científicos, ou optam por viver em estado de pecado quando optam pelo uso da pílula (e da camisinha), pois formalmente os padres não poderiam dar a absolvição nesses casos, a não ser que haja o arrependimento e a pessoa deixe de usar esses métodos.
A situação se torna pior quando entidades como a Pastoral da Criança - cuja líder acaba de ser indicada para o Prêmio Nobel - que tem grande penetração nas localidades carentes em que o Estado brasileiro está ausente, omite das pessoas as técnicas verdadeiramente eficazes de contracepção, além da oposição ao uso da camisinha, o que torna a entidade indiretamente conivente com a propagação de doenças sexualmente transmissíveis. Com efeito, há restrições a esse respeito quando do treinamento dos agentes comunitários que terão acesso direto às pessoas assistidas, conforme atestam as pesquisas contidas na Dissertação de Mestrado em Ciências Sociais pela UFPR defendida pelo Prof. Rodrigo Rossi Horochovski em 1999, cujo tema foi a Pastoral da Criança. A situação se agrava quando se sabe que a Pastoral da Criança recebe verbas governamentais, apesar do desserviço que presta neste particular.
Logo abaixo da entrevista de Peter Singer, vão algumas sugestões de livros e periódicos cuja leitura certamente auxiliará no aprofundamento das questões entre Bioética e Direito.
José Renato Gaziero Cella
texto extraído do site:
"Cella"
publicado por Pâmela
Olá, pessoas!
Bom, como este é o meu primeiro post tenho algumas considerações a fazer...
Meu objetivo com este blog é dar continuidade ao que eu fazia no anterior, ou seja, publicar textos informativos, algumas biografias e notícias - de cunho social e político.
Como estou estudando bastante só tenho tempo para postar nos finais de semana...mas prometo fazê-lo da melhor maneira possível...
Para terminar, colocarei aqui uma citação de que gosto muito...
" Ver o que é justo e não agir com justiça é a maior das covardias humanas"
(Confúcio)
Publicado por Pâmela
William Hearst, um amigo de Hitler
William Hearst, um amigo de Hitler
"Nunca se perde dinheiro quando se subestima o nível de consciência do povo". WILLIAM RANDOLPH HEARST
William Randolph HEARST é o nome do multimilionário americano que veio ajudar os nazistas na guerra psicológica contra a União Soviética. Hearst é o redator americano conhecido como sendo o "pai" da chamada imprensa amarela, a imprensa sensacionalista. William Hearst começou a carreira de redator em 1885, quando o seu pai George Hearst, milionário da indústria mineira, senador e redator, lhe deu a chefia do jornal San Francisco Daily Examiner.
Assim começou também o império jornalístico de Hearst que de uma maneira definitiva iria deixar marcas profundas na vida e nos conceitos dos norte-americanos. Depois da morte do pai, William Hearst vendeu todas as ações da indústria mineira que herdou e começou a investir o capital no mundo jornalístico. A primeira compra que fez foi o New York Morning Journal, um jornal de tipo tradicional que Hearst transformou totalmente num jornal sensacionalista. As notícias eram compradas a qualquer preço e quando não havia crueldades ou crimes violentos para contar, cabia aos jornalistas e fotógrafos "arranjar" o assunto. É justamente esta a marca da "imprensa amarela", a mentira e a crueldade arranjada e servida como verdade.
As mentiras de Hearst fizeram dele milionário e importante pessoa no mundo jornalístico, sendo em 1935 um dos mais ricos do mundo com uma fortuna avaliada em 200 milhões de dólares. Depois da compra do Morning Journal, Hearst continuou a comprar e fundar jornais diários e semanários por todos os EUA. Na década dos anos 40, William Hearst era proprietário de 25 jornais diários, 24 semanários, 12 estações de rádio, 2 serviços de notícias mundiais, um serviço de notícias para filme, a empresa de filme Cosmopolitan e muito mais. Em 1948 comprou uma das primeiras estações de televisão dos EUA, a WBAL-TV em Baltimore. Os jornais de Hearst vendiam 13 milhões de exemplares diários com cerca de 40 milhões de leitores! Quase um terço da população adulta dos EUA lia diariamente os jornais de Hearst! E, além disso, milhões de pessoas em todo o mundo recebiam a informação da imprensa de Hearst através dos serviços de notícias, filmes e uma série de revistas que eram traduzidas e editadas em grandes quantidades em todo o mundo. Os números acima citados mostram bem de que maneira o império de Hearst influenciou a vida política americana e a vida política do mundo em geral durante muitos anos. (entre outras coisas contra a participação dos EUA na Segunda Guerra Mundial pelo lado da União Soviética e nas campanhas anticomunistas de McCarty na década 50).
Os conceitos de William Hearst eram extremamente conservadores, nacionalistas e anticomunistas. A sua política era a política da extrema direita. Em 1934 fez uma viagem à Alemanha onde foi recebido por Hitler como convidado e amigo. Depois desta viagem, os jornais de Hearst tornaram-se ainda mais reacionários, sempre com artigos contra o socialismo, contra a União Soviética e em especial contra Stálin. Hearst tentou também utilizar os seus jornais para fazer propaganda nazista abertamente, com uma série de artigos de Göring, a mão direita de Hitler. No entanto, os protestos de muitos leitores obrigaram-no a parar a publicação e retirar os artigos.
Depois da visita a Hitler, os jornais sensacionalistas de Hearst vinham cheios de "revelações" sobre acontecimentos terríveis na União Soviética como assassinatos, genocídios, escravidão, luxo para os governantes e fome para o povo, sendo estas as grandes "notícias" diárias. O material era dado a Hearst pela Gestapo, a polícia política da Alemanha nazista. Nas primeiras páginas dos jornais, havia muitas vezes caricaturas de imagens falsas da União Soviética, onde Stálin era retratado como um assassino de faca na mão. Não esqueçamos que estes artigos eram lidos diariamente por 40 milhões de pessoas nos Estados Unidos e milhões de outras em todo o mundo!
Adaptação de texto d'A Página Vermelha
Panfleto da
Liga Americana Contra a Guerra e o Fascismo atacando o jornal de Hearst que dava apoio a Hitler - 1935
Capa do filme
Cidadão Kane, que retrata a vida de William Hearst
Publicado por Júlio